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EM QUE POSSO TE AJUDAR?
Patologias e Cirurgias do Joelho, Lesões Esportivas e Longevidade aliada a prática esportiva com segurança em todas as idades.
O Dr Rodrigo Montiel oferece uma consulta de tripla especialidade devido às suas especializações: Título de Ortopedista e Traumatologista, Título de Especialista e Cirurgião / Artroscopia do Joelho e Título de Médico do Exercício e do Esporte.
DR. RODRIGO MONTIEL – CRM 108.768 | RQE 28967 | RQE 134654





Aliando uma carreira acadêmica de excelência associado à prática de vivência em equipes interdisciplinares e delegações internacionais: Títulos de Ortopedista e Traumatologista, Título de Especialista e Cirurgião / Artroscopia do Joelho e Título de Médico do Exercício e do Esporte.
Realizou a formação acadêmica pela Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP, Hospital do Servidor Municipal e Centro Médico Kawano, com passagens pela Instituto de Ortopedia da Santa Casa de São Paulo, A.A.C.D, Hospital A.C. Camargo de São Paulo e Hospital da Criança e Adolescente de Guarulhos.
Desde 2005 atua na área da medicina esportiva, representando as instituições : Clube Atlético Juventus de São Paulo, Seleção Brasileira de Futebol Feminino , Seleção Brasileira de Futsal Masculina, Comitê Olímpico Brasileiro, Esporte Clube São Bento, Clube Atlético de Sorocaba e Magnus Futsal de Sorocaba com destaque na participação de médico nas Olimpíadas de Londres, Rio de Janeiro e Tokyo.
Como destaque na área acadêmica internacional já participou como palestrante, moderador de mesa e instrutor no laboratório de cirurgia em algumas edições do SICOT (Congresso Mundial de Ortopedia e Traumatologia).
No momento os atendimentos de consultórios são realizados em Sorocaba, na Clínica Performed onde é sócio fundador e Diretor Clínico, e têm como característica um atendimento individualizado, com foco na prevenção, longevidade e técnicas regenerativas, para pessoas que procura cura e prevenção de lesões esportivas, cirurgias no joelho e performance funcional e esportiva.













Cirurgias de joelho realizadas
Atletas atendidos
Anos de experiência
Olimpíadas






O menisco é uma estrutura formada por colágeno que existe dentro da articulação do joelho ficando entre o fêmur e a tíbia, atuando para amortecer as cargas e absorver o impacto sobre o joelho, distribuir melhor as cargas dentro do joelho e também na estabilização. Tem papel fundamental na proteção da cartilagem e na longevidade do joelho. Cada joelho apresenta dois meniscos, o menisco medial e o menisco lateral. O menisco medial é maior e tem formato de meia lua, já o menisco lateral é menor e apresenta um formato mais circular. O menisco é fixo na tíbia por meio de suas raízes anterior e posterior e o restante do seu corpo apresenta uma fixação de partes moles na capsula articular do joelho. O menisco medial é mais fixo e o menisco lateral é mais móvel.
Podemos separar as lesões do menisco em grupos: lesões traumáticas, degenerativas e a combinação das duas.
As lesões traumáticas normalmente ocorrem em pacientes mais jovens e ativos e tem relação com a prática esportiva. Normalmente essas lesões são associadas com outras lesões ligamentares ao redor do joelho, ou algum movimento muito agressivo e geralmente com a associação de flexão e rotação.
Já as lesões degenerativas acontecem em pacientes de maior idade (mais frequentes após os 40 anos) e normalmente não são relacionadas a traumas esportivos maiores. Alguns movimentos como dor intensa no joelho ao dobrar (hiperflexão) podem causar lesões nos meniscos que já apresentem degeneração e perda de elasticidade em sua estrutura.
Dentro das lesões degenerativas podemos citar as lesões da raiz meniscal que foram descritas com mais detalhes recentemente. Essa lesão acontece na fixação óssea do menisco com a tíbia e quando acontece é semelhante a uma meniscectomia total por fazer com que o menisco perca sua capacidade de absorção de impacto.
As lesões do menisco normalmente estão relacionadas com quadros de dor na interlinha articular do joelho, sendo na parte interna (medial) para o menisco medial e na parte externa (lateral) para o menisco lateral. Lesões do menisco com flaps meniscais (pedaços soltos do menisco na articulação) podem estar realacionadas com episódios de bloqueios do joelho. Via de regra as lesões meniscais mais agudas podem cursar com episódios de dor, aumento de volume e temperatura do joelho em virtude do quadro inflamatório associado. Algumas lesões especiais como as lesões em alça de balde (quando existe um fragmento do menisco deslocado para o intercondilo) causam um bloqueio da extensão completa do joelho, levando a quadros importantes de dor quando o paciente faz esse movimento.
As lesões com componente mais degenerativo muitas vezes cursam com quadro de dor insidioso, sem episódios agudos mais intensos, embora esses quadros possa se agudizar quando existe um quadro de inflamação associado ao redor do menisco (perimeniscite).
O diagnóstico das lesões do menisco é feito por meio de exame físico e exames diagnósticos complementares. O exame físico demonstra quadro de dor e estalido na interlinha articular do joelho, sendo na face interna (medial) quando a lesão é do menisco medial e na face externa (lateral) quando a dor é do menisco lateral. Os testes mais comuns para diagnóstico da lesão meniscal são os de McMurray e Appley. Normalmente as radiografias simples são normais nas lesões meniscais, exceto nas lesões mais crônicas onde já existe alguma alteração degenerativa do joelho. Dessa forma, a confirmação da lesão do menisco se da com exames de ressonância magnética. O exame de ressonância é importante não só para confirmar a lesão do menisco mas também para que seja feita uma análise mais detalhada do tipo da lesão pra a programação do tratamento.
As lesões traumáticas do menisco associadas a instabilidade meniscal normalmente são de tratamento cirúrgico.
Em pacientes jovens a melhor opção de tratamento para as lesões do menisco é o reparo ou sutura meniscal. O reparo consiste em suturar o menisco de volta em sua posição original para que o mesmo cicatrize. Essa técnica de sutura para o reparo meniscal hoje em dia apresenta excelentes resultas e deve ser tentada nas lesões traumáticas que são passiveis de sutura. Com a tecnologia envolvida nesse tipo de lesão, os reparos meniscais tem sido feitas de forma cada vez menos invasiva, facilitando a reabilitação.
Outra técnica cirúrgica do tratamento das lesões do menisco é a meniscectomia parcial ou total. Damos preferencia sempre para tentativa de meniscectomia parcial quando utilizamos essa técnica na tentativa de preservar o máximo possível do tecido meniscal original. Essa técnica consiste na retirada do fragmento meniscal lesado. Ela pode ser empregada nas lesões traumáticas instáveis em que não é possível a realização do reparo meniscal pela gravidade da lesão ou nas lesões degenerativas.
As lesões degenerativas, exceto quando associadas a sintomas mecânicos de travamento do joelho, podem ser tratadas inicialmente de forma não cirúrgica, com reabilitação fisioterápica e fortalecimento. Em caso de não melhora com tratamento conservador uma cirurgia pode ser indicada para melhora do quadro.
O ligamento cruzado anterior, também conhecido como LCA, é uma estrutura ligamentar que se encontra dentro da articulação do joelho e conecta o fêmur com a tíbia. A estrutura ligamentar do LCA tem duas bandas, a anteromedial e a posterolateral. A principal função do LCA é a estabilização dos movimentos de translação anterior e anterolateral da tíbia em relação ao fêmur.
As lesões do LCA são muito frequentes na prática esportiva. Esportes que envolvem movimentos rotacionais do joelho como futebol, handebol ou esportes de neve como o Sky tem alta incidência de lesão do LCA em seus participantes. A lesão normalmente ocorre com um movimento de valgo do joelho, flexão do joelho e rotação interna da tíbia em relação ao fêmur, mas também pode ocorrer com movimentos de hiperextensão do joelho, entre os menos frequentes.
Como todas as lesões agudas do joelho, a lesão do Ligamento Cruzado anterior gera uma situação de dor, derrame articular (aumento de volume do joelho) e bloqueio de movimento. Isso acontece pois, devido a lesão, existe um sangramento dentro da articulação do joelho. Além desse quadro de “joelho agudo”, a lesão do LCA gera um quadro de instabilidade do joelho. A instabilidade do joelho devido a lesão do LCA é medida pelos testes de Lachman, Gaveta Anterior e Pivot-shift. Nas lesões do LCA esses testes estão alterados porque existe uma maior translação anterior e anterolateral da tíbia em relação ao fêmur. Pacientes que tem lesão do LCA e mantem a pratica de atividades físicas frequentemente se queixam de instabilidade do joelho.
O diagnóstico das lesões do LCA é feito por meio de exame físico e exames diagnósticos complementares. O exame físico demonstra uma instabilidade acentuada da tíbia em relação ao fêmur nos testes de Lachman, Gaveta Anterior e Pivot-Shift. Pacientes que apresentam esse quadro clínico devem ser submetidos a um exame de ressonância magnética para confirmar a lesão e também na busca de outras lesões associadas de menisco, ligamentos e cartilagem, que são frequentes nesses casos. Nas lesões agudas do LCA o exame de radiografia normalmente é normal, a exceção das ocasiões onde existe uma fratura-avulsão da região anterolateral da tíbia, ou fratura de Segond, que é fortemente indicativa de lesão do LCA.
O tratamento mais aceito para a maioria da população ativa que apresenta lesão do Ligamento Cruzado Anterior é o tratamento cirúrgico. Embora possam existir exceções em alguns casos, em que o tratamento conservador pode ser indicado, a grande maioria dos pacientes que apresentam essa lesão se beneficiam do tratamento cirúrgico. Hoje em dia a técnica cirúrgica mais aceita é a reconstrução do LCA. Para a reconstrução temos de utilizar um enxerto que é colocado no lugar do ligamento rompido, já que ele não tem potencial de cicatrização sem cirurgia. Atualmente os enxertos mais utilizados são os tendões flexores (semitendíneo e grácil), tendão patelar e tendão de quadríceps. Em algumas situações também pode ser utilizado tendões de banco de tecidos, mas essa possibilidade é mais comum nos casos de revisão da reconstrução do LCA.
Cartilagem é o nome que se dá ao tecido que recobre o osso nas articulações. Todas as articulações possuem cartilagem, não somente o joelho. O joelho possui cartilagem no fêmur, na tíbia e na patela. A cartilagem é um tecido formado por colágeno e tem baixo potencial de cicatrização nos casos de lesão.
Pacientes com lesão da cartilagem podem ser divididos em dois grandes grupos, pacientes com alterações degenerativas mais difusas na articulação e pacientes com lesões pontuais. Pacientes com lesões degenerativas mais difusas serão enquadrados no grupo de pacientes com artrose do joelho e nesse texto nos focaremos nas lesões focais. O quando clinico dos pacientes com lesão de cartilagem inclui dor no local da lesão, derrame articular (acumulo de liquido dentro do joelho) e piora da função. Caso exista o desprendimento de um pedaço de cartilagem (corpo livre), pode haver também episódios de bloqueio e travamento da articulação do joelho. Normalmente o quadro clinico é exacerbado com atividades físicas, principalmente as de impacto.
O diagnóstico das lesões de cartilagem é feito por meio de exame físico e exames complementares. É possível detectar algumas lesões mais profundas e alterações indiretas provocadas pela lesão em exames de radiografia ou tomografia, mas o exame de escolha para o diagnóstico dessas lesões é a ressonância magnética, que fornece informações do tipo, profundidade e tamanho da lesão, servindo como guia para a definição do melhor tratamento.
O tratamento das lesões da cartilagem do joelho é muito variável. Inicialmente é possível tentar o tratamento conservador, não cirúrgico, na maioria dos casos, principalmente em pacientes de baixa demanda.
TRATAMENTOS SEM CIRURGIA
Hoje existem diversas técnicas e modalidades de tratamento sem cirurgia: desde medicamentos fitoterápicos, moduladores da osteoartrite, condroportetores orais que não são tóxicos como os anti-inflamatórios, infiltrações de ácido hialurônico (viscosuplementação) até terapias ortobiológicas com a injeção de células regenerativas reparadoras teciduais que reparam ou regeneram o tecido danificado com as células do próprio paciente.
TRATMENTOS CIRÚRGICOS
Quando existe corpo livre articular associado, na falha do tratamento conservador ou em pacientes de maior demanda e sintomáticos, normalmente o tratamento cirúrgico é o mais indicado. Existem diversas técnicas de tratamento das lesões de cartilagem, que variam de acordo com o tamanho da lesão e com lesões associadas presentes.
As técnicas mais aceitas hoje em dia e disponíveis em nosso meio para o tratamento das lesões de cartilagem são o simples desbridamento e regularização da lesão, a técnica de microfraturas, que consiste na perfuração das lesões para estimular o sangramento que vem de dentro do osso com objetivo de se formar um tecido cicatricial, o transplante osteocondral autólogo (ou mosaicoplastia), que consiste na transferência de um cilindro de cartilagem saudável para o local da cartilagem lesionada, as técnicas de cobertura com membrana de colágeno, que consistem no desbridamento da lesão, manobras de estimulação óssea e cobertura com tecido de colágeno pré-fabricado e as técnicas de transplante de cartilagem, que consistem da colocação de cartilagem fresca de banco de tecidos no local da lesão, normalmente reservada para lesões maiores e com pouca disponibilidade em nosso meio devido a necessidade de doadores de cartilagem.
As infiltrações guiadas por Ultrassom permitem ao médico melhor visualização da agulha e seu posicionamento correto durante o procedimento, além de oferecer melhor resultado no diagnóstico. O procedimento permite um tratamento mais preciso, menos invasivo e com menos risco. Todo o procedimento é realizado após anestesia local, para evitar dor e desconforto no paciente durante a aplicação
São diversas substâncias hoje aplicadas dentro do joelho, a depender da patologia, fase da doença e características do paciente, com destaque hoje para a Viscosuplementação que é a aplicação de Ácido Hialurônico intra-articular no tratamento da osteoartrite e prevenção de osteoartrite. Esta técnica tem como objetivo a melhora dos sintomas de dor e inflamação de processos de desgaste de cartilagem ou artrose.
A medicina regenerativa é um campo emergente da medicina que se concentra no desenvolvimento de métodos para regenerar, reparar ou substituir células, tecidos ou órgãos danificados.
O objetivo principal é restaurar ou estabelecer a função normal do corpo.
Ela combina princípios de biologia, química, física e engenharia para criar soluções inovadoras que estimulam os mecanismos naturais de reparo do organismo.
A medicina regenerativa tem mostrado resultados promissores no tratamento de diversas condições médicas, desde lesões ortopédicas, como as de cartilagem e ossos, até doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, diabetes e doenças neurodegenerativas.
Ao focar na regeneração dos próprios tecidos do paciente, em vez de apenas tratar os sintomas, essa abordagem oferece a possibilidade de curas definitivas, onde antes só havia tratamentos paliativos.
Embora ainda enfrente desafios, como a complexidade dos processos biológicos envolvidos e questões éticas e regulatórias, a medicina regenerativa representa uma grande promessa da medicina moderna.
Ela demonstra potencial de transformar profundamente a abordagem de diversas doenças e lesões.
O tratamento com ondas de choque tem ganhado destaque como uma opção eficaz e não invasiva para tratar diversas condições musculoesqueléticas.
Nesse sentido, a terapia se consolida como uma solução para pacientes que sofrem de dores crônicas, lesões nos tendões, bursites e outras doenças articulares.
Ao utilizar ondas acústicas, o tratamento estimula a regeneração dos tecidos danificados, aliviando a dor e acelerando o processo de recuperação.
Entretanto, é importante ressaltar que, embora o tratamento com ondas de choque seja eficaz para muitas condições, ele pode não ser adequado para todos os pacientes ou tipos de lesões.
Portanto, a avaliação de um ortopedista qualificado é essencial para determinar se essa terapia é apropriada ao seu caso, garantindo o melhor resultado possível.
O tratamento com ondas de choque é uma abordagem terapêutica não invasiva que utiliza ondas acústicas de alta energia para tratar diversas condições musculoesqueléticas.
Essas ondas são direcionadas a áreas específicas do corpo, promovendo efeitos terapêuticos significativos.
Durante o tratamento, um dispositivo especializado emite ondas acústicas de alta energia que penetram nos tecidos afetados.
Essas ondas geram micro lesões controladas nos tecidos, estimulando processos de reparação e regeneração celular.
Assim, ao estimular a regeneração dos tecidos danificados, o tratamento com ondas de choque pode acelerar o processo de cura e melhorar a função das áreas afetadas.
Além disso, as ondas de choque aumentam a circulação sanguínea local, o que contribui para a redução da inflamação e alívio da dor.
O tratamento com ondas de choque oferece diversos benefícios terapêuticos, confira abaixo:
Estimulação da regeneração tecidual
As ondas de choque promovem a cicatrização de tecidos danificados, acelerando a recuperação de lesões musculares e tendinosas.
Alívio da dor
Essa terapia é eficaz na redução da dor crônica, proporcionando alívio significativo em condições como tendinites e bursites.
Melhora da circulação sanguínea
As ondas de choque aumentam o fluxo sanguíneo local, o que contribui para a redução da inflamação e acelera o processo de cicatrização.
Redução da inflamação
A terapia ajuda a diminuir a inflamação nos tecidos afetados, promovendo um ambiente propício à recuperação.
Aceleração da cicatrização de lesões musculares e tendinosas
Ao estimular processos de reparação celular, as ondas de choque aceleram a recuperação de lesões nos músculos e tendões.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia não invasiva eficaz para diversas condições do joelho, como, por exemplo:
Tendinopatia patelar: podemos tratar lesões nos tendões ao redor da patela com ondas de choque para estimular a regeneração do tecido e reduzir a dor;
Bursite no joelho: a inflamação das bursas, que são pequenas bolsas de líquido que amortecem as articulações, pode ser aliviada com essa terapia;
Condropatia patelar: desgaste da cartilagem sob a patela, causando dor e desconforto, pode ser tratado com essa terapia;
Artrose no joelho: a artrose é uma condição degenerativa da cartilagem que pode causar dor, rigidez e dificuldade de movimento. O tratamento com ondas de choque pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a mobilidade do paciente.
O planejamento e medidas específicas do Pré operatório são tão importantes quantos os cuidados pós operatórios
Pensando nisso, resolvemos separar uma lista de cuidados que precisam ser tomados neste período. Veja a seguir:
Esta é a hora de conversar com seu médico ortopedista especialista em joelho para tirar todas as dúvidas com relação ao procedimento cirúrgico e sobre o pós-operatório. Não se esqueça de contar todos os detalhes a respeito do seu histórico médico, como possíveis alergias e reações a medicamentos, problemas de saúde e outras cirurgias que já teriam sido realizadas.
Este momento é fundamental para que ambas as partes estejam por dentro da real situação, quais são os resultados esperados, que se preparem para a cirurgia e evitem possíveis problemas.
Com as técnicas minimamente invasivas e reabilitação individualizada e acelerada, o pós operatório não exige mais repouso, porém exige diversas mudanças da rotina e várias restrições de atividades. Fundamental para o sucesso da cirurgia, estas mudanças precisam ser respeitadas : prepare sua casa para quando voltar da cirurgia, liberando a passagem para que você possa se movimentar com mais facilidade e deixar o cômodo onde vai ficar instalado com acessibilidade e o máximo de conforto possível.
Se puder, solicite que alguém fique consigo durante este período para ajudá-lo(a) a se movimentar quando necessário. Assim, você evita esforços físicos prejudiciais à sua recuperação.
Os acessórios necessários para a sua recuperação mudam de acordo com a cirurgia a ser realizada. Tire todas as dúvidas com seu médico e providencie previamente tudo aquilo que for necessário neste período. Não se esqueça de levar o que for preciso ao hospital no dia marcado para sua operação. Estes itens variam de muletas, joelheiras, órteses específicas a até meias de compressão elásticas anti-trombo.
Após conversar com seu médico e contar a respeito de todos os medicamentos e tratamentos que você realiza, é necessário em algumas vezes iniciar alguns medicamentos antes mesmo do procedimento, ou interromper outros. Vários estudos hoje comprovam benefícios destas atitudes assim como na parte nutricional. Essa ação deve ser orientada pelo profissional que realiza o seu acompanhamento!
O seu corpo precisa estar com um ambiente saudável e um aporte perfeito de vitaminas e minerais para a cirurgia de joelho, portanto, não fume e não consuma bebidas alcoólicas antes ou logo após a cirurgia. O uso de drogas também deve ser evitado.
Existem estudos mostrando que possíveis infecções em sua boca podem prejudicar o sucesso de sua cirurgia de joelho. Portanto, esteja com uma boa saúde bucal, antes do procedimento.
Um cardiologista também deve ser consultado, já que toda cirurgia possui determinado grau de risco cirúrgico e principalmente anestésico. Por isso, todo cuidado com sua saúde é relevante. Atualmente é necessário uma consulta com um anestesiologista (a chamada avaliação pré-anestésica) antes de qualquer cirurgia eletiva.
Vários estudos comprovaram que iniciar fisioterapia antes do procedimento promove uma reabilitação pós operatória melhor e mais acelerada. Já deixe sua agenda pessoal organizada e sessões de reabilitação previamente agendadas para evitar falta de horários.
Lembre-se de levar todos os exames para a cirugia. Para entrar no centro cirúrgico não é permitido uso de adornos como brincos, piercings, correntes, anéis, cílios postiços… Retire o esmalte dos pés e não utilize cremes no corpo no dia da cirurgia. Em relação ao acompanhante e visitas, isto é determinado de acordo com o contrato e Hospital e deve ser verificado diretamente no Hospital.
Os cuidados para uma boa recuperação após cirurgia do Joelho, são tão importantes quanto a própria cirurgia para um bom resultado do tratamento. As principais dúvidas são com relação à dor, ao tempo de retorno às atividades do dia-a-dia, e ao tempo de retorno a atividades físicas e esportivas. Veja a seguir as respostas dessas e outras perguntas sobre recuperação da cirurgia do joelho:
Sentir dor forte após uma cirurgia pode ser uma grande preocupação.
A boa notícia é que existem métodos modernos eficazes para controlar a dor após uma cirurgia do joelho. Ou seja, apesar de ser normal algum grau de desconforto, não deve haver dor descontrolada após cirurgia do joelho.
Para atingir esse objetivo, uma combinação de técnicas de anestesia regionais e locais, diferentes classes de medicações, além de métodos não medicamentosos de controle de dor.
O bom controle da dor é essencial para permitir caminhar no dia da cirurgia, uma alta rápida do hospital e início precoce e eficiente da reabilitação funcional.
O retorno rápido da mobilidade e capacidade de andar é uma prioridade da cirurgia do joelho moderno.
Em praticamente todas as cirurgias do joelho, o paciente coloca o pé no chão e anda no próprio dia da cirurgia, e para isso, frequentemente são usadas muletas ou andador. Ficar acamado, ou restrito a uma cadeira de rodas, não é rotina nas cirurgias modernas do joelho.
Porém, o peso que é possível colocar no membro operado varia. Há cirurgias que permitem carga total imediata, outras, descarga parcial do peso, e, por fim, uma minoria que permite o toque do pé, mas sem descarga do peso.
Exemplos de desprendimento de carga permitido para algumas cirurgias do joelho:
O tempo da restrição de carga é variável. Em algumas cirurgias, assim que houver capacidade de andar sem mancar, com bom controle muscular, a carga parcial sem auxílio é permitida. Em outras, é necessário aguardar o tempo de cicatrização interno do joelho, e as restrições de carga podem um tempo fixo como 4 semanas, por exemplo.
Veja abaixo sobre o uso de dispositivos de auxílio (como muletas, bengala, andador).
O uso de dispositivos de auxílio de marcha (como muletas ou andador) é utilizado em grande parte das cirurgias do joelho.
Isto porque não é desejável andar mancando ou com a perna virada. Então, até isto ser possível, o uso dos dispositivos permitem uma marcha segura, sem desequilíbrios, sem sobrecarregar outras articulações e sem criar adaptações indesejáveis do movimento.
Há também algumas cirurgias que não permitem apoiar todo o peso, e o uso de muletas vai permitir manter a mobilidade, ao mesmo tempo cumprindo a restrição de carga (ver acima)
Por outro lado, em algumas cirurgias muito pouco invasivas, como artroscopias para meniscectomia, é possível andar sem mancar e sem a necessidade de dispositivos de apoio.
Muletas, andadores e bengalas são dispositivos de auxílio à marcha que podem ser usados após cirurgia do joelho.
Existe uma tendência de inchaço do joelho após uma cirurgia. A intensidade do inchaço varia com o tamanho do procedimento: tende a ser pequeno nas cirurgias menores e minimamente invasivas, e maior nas cirurgias abertas grandes.
O momento de maior inchaço ocorre em geral entre 5 e 14 dias da cirurgia. São cuidados que podem ser úteis na primeira semana:
A grande maioria das cirurgias do joelho atualmente não precisam de imobilização, e o movimento de dobrar o joelho é livre, de acordo com o conforto. Em praticamente todas as cirurgias de joelho modernas além de permitido, é fundamental o ganho de extensão completa no menor tempo possível. O paciente só irá conseguir andar sem muletas após conseguir esticar completamente o joelho operado. Em algumas cirurgias, como para luxação de patela e sutura de menisco, a imobilização é utilizada para andar e dormir, mas os movimentos do joelho são permitidos na fisioterapia ou com algumas restrições em casa. Imobilização completa, é utilizada raramente e por períodos curtos de máximo 2 semanas.
Nas cirurgias que necessitam de alguma imobilização, um imobilizador removível, fechado com velcro, é utilizado. Existem imobilizadores fixos e articulados. Estes últimos podem ser destravados para permitir movimentos de dobrar o joelho, mantendo a estabilidade nos outros planos.
Na maioria das cirurgias do joelho, não existe restrição do posicionamento após a cirurgia, e é permitido buscar a posição mais confortável. Mexer-se constantemente, evitando manter uma única posição por muito tempo, pode aumentar o conforto.
Porém, uma orientação é essencial: é importante esticar o joelho, estimulando a ativação do músculo da coxa e alongamento dos tendões de trás da articulação. Portanto, não se deve ficar o tempo todo com um travesseiro embaixo do joelho: essa pode ser uma posição confortável, mas que pode atrapalhar o objetivo de atingir a extensão total do joelho.
Fisioterapia de altíssima qualidade é primordial para a recuperação após cirurgia do joelho. A fisioterapia deve começar após 3 dias do procedimento e de preferência já ter sido realizada antes mesmo do procedimento, como um preparo.
Começar a fisioterapia precocemente vai dar mais mobilidade, confiança, independência e conforto ao paciente, além de ajudar no retorno mais precoce para as atividades do dia-a-dia.
Os objetivos da fisioterapia importantes imediatamente logo após uma cirurgia são: alívio de dores, diminuição de inchaço e derrame, ativação da musculatura inibida no pós-operatório, manutenção da capacidade de esticar completamente o joelho, treino para caminhar corretamente (com ou sem dispositivos de auxílio), evitar a formação de tensões ou contraturas musculares, estimular a circulação sanguínea e recuperar rapidamente a função da perna operada.
Os exercícios importantes para uma boa recuperação após cirurgia do Joelho, serão orientados pela equipe médica e de fisioterapia. Para a maioria dos pacientes, incluem:
Toda cirurgia tem algum tipo de corte, que podem ser pequenos, no caso de procedimentos minimamente invasivos, ou maiores, em cirurgias abertas de grande porte. Esses cortes devem ser protegidos pelo uso de curativos, até estarem cicatrizados o suficiente.
A frequência da troca dos curativos pode ser variável, a depender das rotinas da equipe cirúrgica.
Em geral, o curativo com adesivo que geralmente é colocado na cirurgia deve ficar apenas por 48 horas da hora da cirurgia para evitar contaminação do ambiente externo no corte, e deve ficar este período apenas se estiver seco e limpo. Após 48 horas, mesmo os curativos limpos devem ser trocados, diariamente ou a cada 2 dias com técnica cuidadosa asséptica: uso de luvas, limpeza com soro fisiológico e gaze estéril limpa e seca. Raramente utilizamos pomadas hoje pois é recomendável uma ferida seca. . Uma rotina conveniente é fazer as trocas dos curativos iniciais no consultório, permitindo a inspeção dos cortes pelo médico. No caso de curativos sujos, saturados ou retirados acidentalmente, é importante entrar em contato com a equipe para orientações. Sempre avise o médico ou sua equipe em caso de dúvidas!
Os curativos não devem ficar com umidade excessiva, portanto devem ser protegidos no banho. Mesmo curativos modernos, que são adesivos e impermeáveis, podem se descolar progressivamente ao serem molhados no banho repetidamente. Uma forma prática de protegê-los durante o banho é com o uso de plástico filme, do mesmo tipo usado para embrulhar alimentos.
Quando os cortes já estiverem com um bom andamento da cicatrização, o paciente pode ser liberado para a troca de curativos em casa, em geral após a segunda semana. Como rotina, não há necessidade de passar nenhum produto especial, como anti sépticos, que podem ser irritativos. A limpeza do corte pode ser feita com água corrente limpa ou soro fisiológico. Isto pode ser feito no próprio banho, desde que não haja imersão na água (como em uma banheira ou piscina). Curativos simples ainda devem ser feitos enquanto o corte não estiver totalmente cicatrizado, para proteger do atrito da roupa ou contaminação acidental.
Em torno de duas semanas após o procedimento, dependendo da avaliação médica.
Não há nenhuma restrição alimentar específica para uma boa recuperação após uma cirurgia do joelho: todos os alimentos são permitidos. Porém, algumas orientações alimentares são úteis e os nutrientes ingeridos são fundamentais para recuperação dos tecidos e boa cicatrização.
Uma boa hidratação é importante, já que o corpo perde líquido após uma cirurgia. Aumentar a ingestão de líquido diminui a chance de sensação de tontura ou náusea.
Além disso, a lentificação do intestino é comum após a cirurgia, por conta das medicações e diminuição das atividades. Portanto, para evitar constipação, é indicada uma dieta laxativa, com cereais, frutas, fibras e outros alimentos que promovam o trânsito intestinal.
Muito importante alimentos com alto teor de Vitaminas B, C, D, E e K.
O retorno ao trabalho depende do tipo de atividade exercida e do porte da cirurgia: devem ser respeitados os limites físicos e de mobilidade de cada fase do pós-operatório, assim como o conforto do paciente. Deve haver um balanço entre o desejo de retornar rapidamente para as atividades produtivas com a necessidade de estar dedicado à recuperação da cirurgia no período inicial. É importante discutir com o médico antes do procedimento a previsão de retorno ao trabalho para a situação específica da ocupação e tipo de cirurgia.
Para atividades à distância, ou em home office, o retorno pode ser rápido, logo após voltar da internação hospitalar, desde que o paciente esteja confortável e bem disposto.
Para atividades sedentárias, porém que necessitam de transporte até o local de trabalho, o retorno deve ser quando o trajeto normal até esse local seja confortável, normalmente entre dias até duas semanas.
Para atividades de trabalho que demandam fisicamente, como necessidade de estar em vários locais ao longo do dia ou trabalho em pé, por exemplo, o retorno ao trabalho pode demorar algumas semanas, dependendo do porte e restrições do procedimento específico.
Para atletas profissionais, o retorno é gradual e segue o tempo das restrições das exigências físicas e que serão necessárias para para cada esporte.
Voltar a dirigir após uma cirurgia do joelho depende do retorno do controle da musculatura e mobilidade suficiente para o acionamento dos pedais com segurança, mesmo em uma eventual situação de emergência no trânsito. Essa avaliação deve ser individualizada, ocorrendo na maioria das vezes entre 4 a 6 semanas. No caso de carros automáticos, o retorno à direção pode ser mais rápido se o joelho operado for o esquerdo.
O retorno às atividades físicas após procedimentos do joelho deve ser progressivo e individualizado.
Para algumas cirurgias, o determinante é a evolução da capacidade física e funcional com a reabilitação, e o paciente pode voltar a atividades físicas e esporte assim que fisicamente apto. Já outros procedimentos necessitam de um período de proteção determinado, e a progressão da reabilitação e o retorno ao esporte precisam esperar períodos mínimos.
A liberação para diferentes atividades deve ser feita em conjunto pela equipe médica e de fisioterapia, levando em conta a evolução do procedimento e da capacidade funcional.
A condição física e esportiva antes do procedimento, também influencia muito para uma boa recuperação após cirurgia do joelho. Pacientes com limitações físicas intensas antes do tratamento, principalmente as crônicas, tendem a ter um retorno às atividades mais lento que aqueles que estavam bem condicionados e ativos até o momento do procedimento.
Outro fator a ser considerado é o objetivo de cada paciente. Muitos desejam voltar para atividades físicas leves para promoção de saúde, outros, para esporte amador de moderada intensidade, e, por fim, aqueles que retornarão para esporte competitivo, de alta performance. Esses diferentes objetivos pautam a reabilitação e a programação de retorno às atividades físicas.
A progressão do retorno ocorre conforme a intensidade e demanda de cada atividade ao joelho. Um atleta que vai voltar a jogar tênis, por exemplo, pode seguir a seguinte sequência de retorno após uma cirurgia: bicicleta ergométrica, caminhadas em esteira, fortalecimento muscular na academia, corrida em esteira, treinos técnicos e de gesto esportivo, treinos em quadra, jogo de tênis. Todo o processo deve ser acompanhado por médico e fisioterapeuta, e o retorno ao treinamento e esporte, adicionalmente pelo treinador.
Com todas essas considerações, não é difícil entender que o período de retorno ao esporte pode variar muito, de poucas semanas até muitos meses.
O treinamento do gesto esportivo faz parte da reabilitação para retorno ao esporte, envolvendo equilíbrio, coordenação e técnica correta.
São sinais de alerta para contato imediato com equipe médica ou ida ao pronto socorro hospitalar:
Atende consultas de Ortopedia, Patologias e Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva em todas as idades com foco em longevidade, prevenção e qualidade de vida para promoção de saúde e/ou performance esportiva.
Realiza cirurgias no Hospital Unimed de Sorocaba, Hospital Evangélico de Sorocaba e em alguns casos específicos nos grandes Hospitais de São Paulo.
Atende o convênio Unimed Sorocaba, e pode atender outros convênios na forma de reembolso.
Realiza cirurgias no Hospital Unimed de Sorocaba, Hospital Evangélico de Sorocaba e em alguns casos específicos nos grandes Hospitais de São Paulo.
É a utilização das células do próprio corpo do indivíduo para acelerar processos de cura ou reparar tecidos e células danificadas ou degeneradas.
É um método é um tratamento não invasivo que emprega ondas acústicas de alta energia para estimular a recuperação de diversas condições musculoesqueléticas.
Com o avanço das tecnologias, a recuperação funcional após uma cirurgia de joelho está cada vez mais rápida. Ela depende de um protocolo específico para cada técnica utilizada, porém podemos dizer genericamente que em média seria de 1 mês para atividades leves, 2 a 3 meses para retorno a alguns exercícios / academia com ou sem restrições / esportes em cirurgias mais simples e entre 4 a 9 meses para prática esportiva em cirurgias mais complexas.
Com o avanço das técnicas minimamente invasivas de reabilitação e fisioterapia, o retorno laboral depende da combinação entre a cirurgia realizada e esforço físico necessário no trabalho do paciente, isto varia em uma média de 5 dias para uma cirurgia mais simples a 4 meses para atividades pesadas controladas, podendo chegar em 7 a 9 meses no caso de cirurgias complexas em atletas profissionais.
Ortopedista e Traumatologista | Especialista em Medicina Esportiva e Cirurgias no Joelho Sou um médico ortopedista com mais de 20 anos de experiência, especializado em cirurgia do joelho, artroscopia e reabilitação de atletas. Atuo em grandes eventos esportivos como médico oficial, incluindo os Jogos Olímpicos e competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Dr. Rodrigo montiel
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Patologias e Cirurgias do Joelho, Lesões Esportivas e Longevidade aliada a prática esportiva com segurança em todas as idades.
O Dr Rodrigo Montiel oferece uma consulta de tripla especialidade devido às suas especializações: Título de Ortopedista e Traumatologista, Título de Especialista e Cirurgião / Artroscopia do Joelho e Título de Médico do Exercício e do Esporte.





Aliando uma carreira acadêmica de excelência associado à prática de vivência em equipes interdisciplinares e delegações internacionais: Títulos de Ortopedista e Traumatologista, Título de Especialista e Cirurgião / Artroscopia do Joelho e Título de Médico do Exercício e do Esporte.
Realizou a formação acadêmica pela Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP, Hospital do Servidor Municipal e Centro Médico Kawano, com passagens pela Instituto de Ortopedia da Santa Casa de São Paulo, A.A.C.D, Hospital A.C. Camargo de São Paulo e Hospital da Criança e Adolescente de Guarulhos.
Desde 2005 atua na área da medicina esportiva, representando as instituições : Clube Atlético Juventus de São Paulo, Seleção Brasileira de Futebol Feminino , Seleção Brasileira de Futsal Masculina, Comitê Olímpico Brasileiro, Esporte Clube São Bento, Clube Atlético de Sorocaba e Magnus Futsal de Sorocaba com destaque na participação de médico nas Olimpíadas de Londres, Rio de Janeiro e Tokyo.
Como destaque na área acadêmica internacional já participou como palestrante, moderador de mesa e instrutor no laboratório de cirurgia em algumas edições do SICOT (Congresso Mundial de Ortopedia e Traumatologia).
No momento os atendimentos de consultórios são realizados em Sorocaba, na Clínica Performed onde é sócio fundador e Diretor Clínico, e têm como característica um atendimento individualizado, com foco na prevenção, longevidade e técnicas regenerativas, para pessoas que procura cura e prevenção de lesões esportivas, cirurgias no joelho e performance funcional e esportiva.












Cirurgias de joelho realizadas
Atletas atendidos
Anos de experiência
Olimpíadas






O menisco é uma estrutura formada por colágeno que existe dentro da articulação do joelho ficando entre o fêmur e a tíbia, atuando para amortecer as cargas e absorver o impacto sobre o joelho, distribuir melhor as cargas dentro do joelho e também na estabilização. Tem papel fundamental na proteção da cartilagem e na longevidade do joelho. Cada joelho apresenta dois meniscos, o menisco medial e o menisco lateral. O menisco medial é maior e tem formato de meia lua, já o menisco lateral é menor e apresenta um formato mais circular. O menisco é fixo na tíbia por meio de suas raízes anterior e posterior e o restante do seu corpo apresenta uma fixação de partes moles na capsula articular do joelho. O menisco medial é mais fixo e o menisco lateral é mais móvel.
Podemos separar as lesões do menisco em grupos: lesões traumáticas, degenerativas e a combinação das duas.
As lesões traumáticas normalmente ocorrem em pacientes mais jovens e ativos e tem relação com a prática esportiva. Normalmente essas lesões são associadas com outras lesões ligamentares ao redor do joelho, ou algum movimento muito agressivo e geralmente com a associação de flexão e rotação.
Já as lesões degenerativas acontecem em pacientes de maior idade (mais frequentes após os 40 anos) e normalmente não são relacionadas a traumas esportivos maiores. Alguns movimentos como dor intensa no joelho ao dobrar (hiperflexão) podem causar lesões nos meniscos que já apresentem degeneração e perda de elasticidade em sua estrutura.
Dentro das lesões degenerativas podemos citar as lesões da raiz meniscal que foram descritas com mais detalhes recentemente. Essa lesão acontece na fixação óssea do menisco com a tíbia e quando acontece é semelhante a uma meniscectomia total por fazer com que o menisco perca sua capacidade de absorção de impacto.
As lesões do menisco normalmente estão relacionadas com quadros de dor na interlinha articular do joelho, sendo na parte interna (medial) para o menisco medial e na parte externa (lateral) para o menisco lateral. Lesões do menisco com flaps meniscais (pedaços soltos do menisco na articulação) podem estar realacionadas com episódios de bloqueios do joelho. Via de regra as lesões meniscais mais agudas podem cursar com episódios de dor, aumento de volume e temperatura do joelho em virtude do quadro inflamatório associado. Algumas lesões especiais como as lesões em alça de balde (quando existe um fragmento do menisco deslocado para o intercondilo) causam um bloqueio da extensão completa do joelho, levando a quadros importantes de dor quando o paciente faz esse movimento.
As lesões com componente mais degenerativo muitas vezes cursam com quadro de dor insidioso, sem episódios agudos mais intensos, embora esses quadros possa se agudizar quando existe um quadro de inflamação associado ao redor do menisco (perimeniscite).
O diagnóstico das lesões do menisco é feito por meio de exame físico e exames diagnósticos complementares. O exame físico demonstra quadro de dor e estalido na interlinha articular do joelho, sendo na face interna (medial) quando a lesão é do menisco medial e na face externa (lateral) quando a dor é do menisco lateral. Os testes mais comuns para diagnóstico da lesão meniscal são os de McMurray e Appley. Normalmente as radiografias simples são normais nas lesões meniscais, exceto nas lesões mais crônicas onde já existe alguma alteração degenerativa do joelho. Dessa forma, a confirmação da lesão do menisco se da com exames de ressonância magnética. O exame de ressonância é importante não só para confirmar a lesão do menisco mas também para que seja feita uma análise mais detalhada do tipo da lesão pra a programação do tratamento.
As lesões traumáticas do menisco associadas a instabilidade meniscal normalmente são de tratamento cirúrgico.
Em pacientes jovens a melhor opção de tratamento para as lesões do menisco é o reparo ou sutura meniscal. O reparo consiste em suturar o menisco de volta em sua posição original para que o mesmo cicatrize. Essa técnica de sutura para o reparo meniscal hoje em dia apresenta excelentes resultas e deve ser tentada nas lesões traumáticas que são passiveis de sutura. Com a tecnologia envolvida nesse tipo de lesão, os reparos meniscais tem sido feitas de forma cada vez menos invasiva, facilitando a reabilitação.
Outra técnica cirúrgica do tratamento das lesões do menisco é a meniscectomia parcial ou total. Damos preferencia sempre para tentativa de meniscectomia parcial quando utilizamos essa técnica na tentativa de preservar o máximo possível do tecido meniscal original. Essa técnica consiste na retirada do fragmento meniscal lesado. Ela pode ser empregada nas lesões traumáticas instáveis em que não é possível a realização do reparo meniscal pela gravidade da lesão ou nas lesões degenerativas.
As lesões degenerativas, exceto quando associadas a sintomas mecânicos de travamento do joelho, podem ser tratadas inicialmente de forma não cirúrgica, com reabilitação fisioterápica e fortalecimento. Em caso de não melhora com tratamento conservador uma cirurgia pode ser indicada para melhora do quadro.
O ligamento cruzado anterior, também conhecido como LCA, é uma estrutura ligamentar que se encontra dentro da articulação do joelho e conecta o fêmur com a tíbia. A estrutura ligamentar do LCA tem duas bandas, a anteromedial e a posterolateral. A principal função do LCA é a estabilização dos movimentos de translação anterior e anterolateral da tíbia em relação ao fêmur.
As lesões do LCA são muito frequentes na prática esportiva. Esportes que envolvem movimentos rotacionais do joelho como futebol, handebol ou esportes de neve como o Sky tem alta incidência de lesão do LCA em seus participantes. A lesão normalmente ocorre com um movimento de valgo do joelho, flexão do joelho e rotação interna da tíbia em relação ao fêmur, mas também pode ocorrer com movimentos de hiperextensão do joelho, entre os menos frequentes.
Como todas as lesões agudas do joelho, a lesão do Ligamento Cruzado anterior gera uma situação de dor, derrame articular (aumento de volume do joelho) e bloqueio de movimento. Isso acontece pois, devido a lesão, existe um sangramento dentro da articulação do joelho. Além desse quadro de “joelho agudo”, a lesão do LCA gera um quadro de instabilidade do joelho. A instabilidade do joelho devido a lesão do LCA é medida pelos testes de Lachman, Gaveta Anterior e Pivot-shift. Nas lesões do LCA esses testes estão alterados porque existe uma maior translação anterior e anterolateral da tíbia em relação ao fêmur. Pacientes que tem lesão do LCA e mantem a pratica de atividades físicas frequentemente se queixam de instabilidade do joelho.
O diagnóstico das lesões do LCA é feito por meio de exame físico e exames diagnósticos complementares. O exame físico demonstra uma instabilidade acentuada da tíbia em relação ao fêmur nos testes de Lachman, Gaveta Anterior e Pivot-Shift. Pacientes que apresentam esse quadro clínico devem ser submetidos a um exame de ressonância magnética para confirmar a lesão e também na busca de outras lesões associadas de menisco, ligamentos e cartilagem, que são frequentes nesses casos. Nas lesões agudas do LCA o exame de radiografia normalmente é normal, a exceção das ocasiões onde existe uma fratura-avulsão da região anterolateral da tíbia, ou fratura de Segond, que é fortemente indicativa de lesão do LCA.
O tratamento mais aceito para a maioria da população ativa que apresenta lesão do Ligamento Cruzado Anterior é o tratamento cirúrgico. Embora possam existir exceções em alguns casos, em que o tratamento conservador pode ser indicado, a grande maioria dos pacientes que apresentam essa lesão se beneficiam do tratamento cirúrgico. Hoje em dia a técnica cirúrgica mais aceita é a reconstrução do LCA. Para a reconstrução temos de utilizar um enxerto que é colocado no lugar do ligamento rompido, já que ele não tem potencial de cicatrização sem cirurgia. Atualmente os enxertos mais utilizados são os tendões flexores (semitendíneo e grácil), tendão patelar e tendão de quadríceps. Em algumas situações também pode ser utilizado tendões de banco de tecidos, mas essa possibilidade é mais comum nos casos de revisão da reconstrução do LCA.
Cartilagem é o nome que se dá ao tecido que recobre o osso nas articulações. Todas as articulações possuem cartilagem, não somente o joelho. O joelho possui cartilagem no fêmur, na tíbia e na patela. A cartilagem é um tecido formado por colágeno e tem baixo potencial de cicatrização nos casos de lesão.
Pacientes com lesão da cartilagem podem ser divididos em dois grandes grupos, pacientes com alterações degenerativas mais difusas na articulação e pacientes com lesões pontuais. Pacientes com lesões degenerativas mais difusas serão enquadrados no grupo de pacientes com artrose do joelho e nesse texto nos focaremos nas lesões focais. O quando clinico dos pacientes com lesão de cartilagem inclui dor no local da lesão, derrame articular (acumulo de liquido dentro do joelho) e piora da função. Caso exista o desprendimento de um pedaço de cartilagem (corpo livre), pode haver também episódios de bloqueio e travamento da articulação do joelho. Normalmente o quadro clinico é exacerbado com atividades físicas, principalmente as de impacto.
O diagnóstico das lesões de cartilagem é feito por meio de exame físico e exames complementares. É possível detectar algumas lesões mais profundas e alterações indiretas provocadas pela lesão em exames de radiografia ou tomografia, mas o exame de escolha para o diagnóstico dessas lesões é a ressonância magnética, que fornece informações do tipo, profundidade e tamanho da lesão, servindo como guia para a definição do melhor tratamento.
O tratamento das lesões da cartilagem do joelho é muito variável. Inicialmente é possível tentar o tratamento conservador, não cirúrgico, na maioria dos casos, principalmente em pacientes de baixa demanda.
TRATAMENTOS SEM CIRURGIA
Hoje existem diversas técnicas e modalidades de tratamento sem cirurgia: desde medicamentos fitoterápicos, moduladores da osteoartrite, condroportetores orais que não são tóxicos como os anti-inflamatórios, infiltrações de ácido hialurônico (viscosuplementação) até terapias ortobiológicas com a injeção de células regenerativas reparadoras teciduais que reparam ou regeneram o tecido danificado com as células do próprio paciente.
TRATMENTOS CIRÚRGICOS
Quando existe corpo livre articular associado, na falha do tratamento conservador ou em pacientes de maior demanda e sintomáticos, normalmente o tratamento cirúrgico é o mais indicado. Existem diversas técnicas de tratamento das lesões de cartilagem, que variam de acordo com o tamanho da lesão e com lesões associadas presentes.
As técnicas mais aceitas hoje em dia e disponíveis em nosso meio para o tratamento das lesões de cartilagem são o simples desbridamento e regularização da lesão, a técnica de microfraturas, que consiste na perfuração das lesões para estimular o sangramento que vem de dentro do osso com objetivo de se formar um tecido cicatricial, o transplante osteocondral autólogo (ou mosaicoplastia), que consiste na transferência de um cilindro de cartilagem saudável para o local da cartilagem lesionada, as técnicas de cobertura com membrana de colágeno, que consistem no desbridamento da lesão, manobras de estimulação óssea e cobertura com tecido de colágeno pré-fabricado e as técnicas de transplante de cartilagem, que consistem da colocação de cartilagem fresca de banco de tecidos no local da lesão, normalmente reservada para lesões maiores e com pouca disponibilidade em nosso meio devido a necessidade de doadores de cartilagem.
As infiltrações guiadas por Ultrassom permitem ao médico melhor visualização da agulha e seu posicionamento correto durante o procedimento, além de oferecer melhor resultado no diagnóstico. O procedimento permite um tratamento mais preciso, menos invasivo e com menos risco. Todo o procedimento é realizado após anestesia local, para evitar dor e desconforto no paciente durante a aplicação
São diversas substâncias hoje aplicadas dentro do joelho, a depender da patologia, fase da doença e características do paciente, com destaque hoje para a Viscosuplementação que é a aplicação de Ácido Hialurônico intra-articular no tratamento da osteoartrite e prevenção de osteoartrite. Esta técnica tem como objetivo a melhora dos sintomas de dor e inflamação de processos de desgaste de cartilagem ou artrose.
A medicina regenerativa é um campo emergente da medicina que se concentra no desenvolvimento de métodos para regenerar, reparar ou substituir células, tecidos ou órgãos danificados.
O objetivo principal é restaurar ou estabelecer a função normal do corpo.
Ela combina princípios de biologia, química, física e engenharia para criar soluções inovadoras que estimulam os mecanismos naturais de reparo do organismo.
A medicina regenerativa tem mostrado resultados promissores no tratamento de diversas condições médicas, desde lesões ortopédicas, como as de cartilagem e ossos, até doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, diabetes e doenças neurodegenerativas.
Ao focar na regeneração dos próprios tecidos do paciente, em vez de apenas tratar os sintomas, essa abordagem oferece a possibilidade de curas definitivas, onde antes só havia tratamentos paliativos.
Embora ainda enfrente desafios, como a complexidade dos processos biológicos envolvidos e questões éticas e regulatórias, a medicina regenerativa representa uma grande promessa da medicina moderna.
Ela demonstra potencial de transformar profundamente a abordagem de diversas doenças e lesões.
O tratamento com ondas de choque tem ganhado destaque como uma opção eficaz e não invasiva para tratar diversas condições musculoesqueléticas.
Nesse sentido, a terapia se consolida como uma solução para pacientes que sofrem de dores crônicas, lesões nos tendões, bursites e outras doenças articulares.
Ao utilizar ondas acústicas, o tratamento estimula a regeneração dos tecidos danificados, aliviando a dor e acelerando o processo de recuperação.
Entretanto, é importante ressaltar que, embora o tratamento com ondas de choque seja eficaz para muitas condições, ele pode não ser adequado para todos os pacientes ou tipos de lesões.
Portanto, a avaliação de um ortopedista qualificado é essencial para determinar se essa terapia é apropriada ao seu caso, garantindo o melhor resultado possível.
O tratamento com ondas de choque é uma abordagem terapêutica não invasiva que utiliza ondas acústicas de alta energia para tratar diversas condições musculoesqueléticas.
Essas ondas são direcionadas a áreas específicas do corpo, promovendo efeitos terapêuticos significativos.
Durante o tratamento, um dispositivo especializado emite ondas acústicas de alta energia que penetram nos tecidos afetados.
Essas ondas geram micro lesões controladas nos tecidos, estimulando processos de reparação e regeneração celular.
Assim, ao estimular a regeneração dos tecidos danificados, o tratamento com ondas de choque pode acelerar o processo de cura e melhorar a função das áreas afetadas.
Além disso, as ondas de choque aumentam a circulação sanguínea local, o que contribui para a redução da inflamação e alívio da dor.
O tratamento com ondas de choque oferece diversos benefícios terapêuticos, confira abaixo:
Estimulação da regeneração tecidual
As ondas de choque promovem a cicatrização de tecidos danificados, acelerando a recuperação de lesões musculares e tendinosas.
Alívio da dor
Essa terapia é eficaz na redução da dor crônica, proporcionando alívio significativo em condições como tendinites e bursites.
Melhora da circulação sanguínea
As ondas de choque aumentam o fluxo sanguíneo local, o que contribui para a redução da inflamação e acelera o processo de cicatrização.
Redução da inflamação
A terapia ajuda a diminuir a inflamação nos tecidos afetados, promovendo um ambiente propício à recuperação.
Aceleração da cicatrização de lesões musculares e tendinosas
Ao estimular processos de reparação celular, as ondas de choque aceleram a recuperação de lesões nos músculos e tendões.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia não invasiva eficaz para diversas condições do joelho, como, por exemplo:
Tendinopatia patelar: podemos tratar lesões nos tendões ao redor da patela com ondas de choque para estimular a regeneração do tecido e reduzir a dor;
Bursite no joelho: a inflamação das bursas, que são pequenas bolsas de líquido que amortecem as articulações, pode ser aliviada com essa terapia;
Condropatia patelar: desgaste da cartilagem sob a patela, causando dor e desconforto, pode ser tratado com essa terapia;
Artrose no joelho: a artrose é uma condição degenerativa da cartilagem que pode causar dor, rigidez e dificuldade de movimento. O tratamento com ondas de choque pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a mobilidade do paciente.
O planejamento e medidas específicas do Pré operatório são tão importantes quantos os cuidados pós operatórios
Pensando nisso, resolvemos separar uma lista de cuidados que precisam ser tomados neste período. Veja a seguir:
Esta é a hora de conversar com seu médico ortopedista especialista em joelho para tirar todas as dúvidas com relação ao procedimento cirúrgico e sobre o pós-operatório. Não se esqueça de contar todos os detalhes a respeito do seu histórico médico, como possíveis alergias e reações a medicamentos, problemas de saúde e outras cirurgias que já teriam sido realizadas.
Este momento é fundamental para que ambas as partes estejam por dentro da real situação, quais são os resultados esperados, que se preparem para a cirurgia e evitem possíveis problemas.
Com as técnicas minimamente invasivas e reabilitação individualizada e acelerada, o pós operatório não exige mais repouso, porém exige diversas mudanças da rotina e várias restrições de atividades. Fundamental para o sucesso da cirurgia, estas mudanças precisam ser respeitadas : prepare sua casa para quando voltar da cirurgia, liberando a passagem para que você possa se movimentar com mais facilidade e deixar o cômodo onde vai ficar instalado com acessibilidade e o máximo de conforto possível.
Se puder, solicite que alguém fique consigo durante este período para ajudá-lo(a) a se movimentar quando necessário. Assim, você evita esforços físicos prejudiciais à sua recuperação.
Os acessórios necessários para a sua recuperação mudam de acordo com a cirurgia a ser realizada. Tire todas as dúvidas com seu médico e providencie previamente tudo aquilo que for necessário neste período. Não se esqueça de levar o que for preciso ao hospital no dia marcado para sua operação. Estes itens variam de muletas, joelheiras, órteses específicas a até meias de compressão elásticas anti-trombo.
Após conversar com seu médico e contar a respeito de todos os medicamentos e tratamentos que você realiza, é necessário em algumas vezes iniciar alguns medicamentos antes mesmo do procedimento, ou interromper outros. Vários estudos hoje comprovam benefícios destas atitudes assim como na parte nutricional. Essa ação deve ser orientada pelo profissional que realiza o seu acompanhamento!
O seu corpo precisa estar com um ambiente saudável e um aporte perfeito de vitaminas e minerais para a cirurgia de joelho, portanto, não fume e não consuma bebidas alcoólicas antes ou logo após a cirurgia. O uso de drogas também deve ser evitado.
Existem estudos mostrando que possíveis infecções em sua boca podem prejudicar o sucesso de sua cirurgia de joelho. Portanto, esteja com uma boa saúde bucal, antes do procedimento.
Um cardiologista também deve ser consultado, já que toda cirurgia possui determinado grau de risco cirúrgico e principalmente anestésico. Por isso, todo cuidado com sua saúde é relevante. Atualmente é necessário uma consulta com um anestesiologista (a chamada avaliação pré-anestésica) antes de qualquer cirurgia eletiva.
Vários estudos comprovaram que iniciar fisioterapia antes do procedimento promove uma reabilitação pós operatória melhor e mais acelerada. Já deixe sua agenda pessoal organizada e sessões de reabilitação previamente agendadas para evitar falta de horários.
Lembre-se de levar todos os exames para a cirugia. Para entrar no centro cirúrgico não é permitido uso de adornos como brincos, piercings, correntes, anéis, cílios postiços… Retire o esmalte dos pés e não utilize cremes no corpo no dia da cirurgia. Em relação ao acompanhante e visitas, isto é determinado de acordo com o contrato e Hospital e deve ser verificado diretamente no Hospital.
Os cuidados para uma boa recuperação após cirurgia do Joelho, são tão importantes quanto a própria cirurgia para um bom resultado do tratamento. As principais dúvidas são com relação à dor, ao tempo de retorno às atividades do dia-a-dia, e ao tempo de retorno a atividades físicas e esportivas. Veja a seguir as respostas dessas e outras perguntas sobre recuperação da cirurgia do joelho:
Sentir dor forte após uma cirurgia pode ser uma grande preocupação.
A boa notícia é que existem métodos modernos eficazes para controlar a dor após uma cirurgia do joelho. Ou seja, apesar de ser normal algum grau de desconforto, não deve haver dor descontrolada após cirurgia do joelho.
Para atingir esse objetivo, uma combinação de técnicas de anestesia regionais e locais, diferentes classes de medicações, além de métodos não medicamentosos de controle de dor.
O bom controle da dor é essencial para permitir caminhar no dia da cirurgia, uma alta rápida do hospital e início precoce e eficiente da reabilitação funcional.
O retorno rápido da mobilidade e capacidade de andar é uma prioridade da cirurgia do joelho moderno.
Em praticamente todas as cirurgias do joelho, o paciente coloca o pé no chão e anda no próprio dia da cirurgia, e para isso, frequentemente são usadas muletas ou andador. Ficar acamado, ou restrito a uma cadeira de rodas, não é rotina nas cirurgias modernas do joelho.
Porém, o peso que é possível colocar no membro operado varia. Há cirurgias que permitem carga total imediata, outras, descarga parcial do peso, e, por fim, uma minoria que permite o toque do pé, mas sem descarga do peso.
Exemplos de desprendimento de carga permitido para algumas cirurgias do joelho:
O tempo da restrição de carga é variável. Em algumas cirurgias, assim que houver capacidade de andar sem mancar, com bom controle muscular, a carga parcial sem auxílio é permitida. Em outras, é necessário aguardar o tempo de cicatrização interno do joelho, e as restrições de carga podem um tempo fixo como 4 semanas, por exemplo.
Veja abaixo sobre o uso de dispositivos de auxílio (como muletas, bengala, andador).
O uso de dispositivos de auxílio de marcha (como muletas ou andador) é utilizado em grande parte das cirurgias do joelho.
Isto porque não é desejável andar mancando ou com a perna virada. Então, até isto ser possível, o uso dos dispositivos permitem uma marcha segura, sem desequilíbrios, sem sobrecarregar outras articulações e sem criar adaptações indesejáveis do movimento.
Há também algumas cirurgias que não permitem apoiar todo o peso, e o uso de muletas vai permitir manter a mobilidade, ao mesmo tempo cumprindo a restrição de carga (ver acima)
Por outro lado, em algumas cirurgias muito pouco invasivas, como artroscopias para meniscectomia, é possível andar sem mancar e sem a necessidade de dispositivos de apoio.
Muletas, andadores e bengalas são dispositivos de auxílio à marcha que podem ser usados após cirurgia do joelho.
Existe uma tendência de inchaço do joelho após uma cirurgia. A intensidade do inchaço varia com o tamanho do procedimento: tende a ser pequeno nas cirurgias menores e minimamente invasivas, e maior nas cirurgias abertas grandes.
O momento de maior inchaço ocorre em geral entre 5 e 14 dias da cirurgia. São cuidados que podem ser úteis na primeira semana:
A grande maioria das cirurgias do joelho atualmente não precisam de imobilização, e o movimento de dobrar o joelho é livre, de acordo com o conforto. Em praticamente todas as cirurgias de joelho modernas além de permitido, é fundamental o ganho de extensão completa no menor tempo possível. O paciente só irá conseguir andar sem muletas após conseguir esticar completamente o joelho operado. Em algumas cirurgias, como para luxação de patela e sutura de menisco, a imobilização é utilizada para andar e dormir, mas os movimentos do joelho são permitidos na fisioterapia ou com algumas restrições em casa. Imobilização completa, é utilizada raramente e por períodos curtos de máximo 2 semanas.
Nas cirurgias que necessitam de alguma imobilização, um imobilizador removível, fechado com velcro, é utilizado. Existem imobilizadores fixos e articulados. Estes últimos podem ser destravados para permitir movimentos de dobrar o joelho, mantendo a estabilidade nos outros planos.
Na maioria das cirurgias do joelho, não existe restrição do posicionamento após a cirurgia, e é permitido buscar a posição mais confortável. Mexer-se constantemente, evitando manter uma única posição por muito tempo, pode aumentar o conforto.
Porém, uma orientação é essencial: é importante esticar o joelho, estimulando a ativação do músculo da coxa e alongamento dos tendões de trás da articulação. Portanto, não se deve ficar o tempo todo com um travesseiro embaixo do joelho: essa pode ser uma posição confortável, mas que pode atrapalhar o objetivo de atingir a extensão total do joelho.
Fisioterapia de altíssima qualidade é primordial para a recuperação após cirurgia do joelho. A fisioterapia deve começar após 3 dias do procedimento e de preferência já ter sido realizada antes mesmo do procedimento, como um preparo.
Começar a fisioterapia precocemente vai dar mais mobilidade, confiança, independência e conforto ao paciente, além de ajudar no retorno mais precoce para as atividades do dia-a-dia.
Os objetivos da fisioterapia importantes imediatamente logo após uma cirurgia são: alívio de dores, diminuição de inchaço e derrame, ativação da musculatura inibida no pós-operatório, manutenção da capacidade de esticar completamente o joelho, treino para caminhar corretamente (com ou sem dispositivos de auxílio), evitar a formação de tensões ou contraturas musculares, estimular a circulação sanguínea e recuperar rapidamente a função da perna operada.
Os exercícios importantes para uma boa recuperação após cirurgia do Joelho, serão orientados pela equipe médica e de fisioterapia. Para a maioria dos pacientes, incluem:
Toda cirurgia tem algum tipo de corte, que podem ser pequenos, no caso de procedimentos minimamente invasivos, ou maiores, em cirurgias abertas de grande porte. Esses cortes devem ser protegidos pelo uso de curativos, até estarem cicatrizados o suficiente.
A frequência da troca dos curativos pode ser variável, a depender das rotinas da equipe cirúrgica.
Em geral, o curativo com adesivo que geralmente é colocado na cirurgia deve ficar apenas por 48 horas da hora da cirurgia para evitar contaminação do ambiente externo no corte, e deve ficar este período apenas se estiver seco e limpo. Após 48 horas, mesmo os curativos limpos devem ser trocados, diariamente ou a cada 2 dias com técnica cuidadosa asséptica: uso de luvas, limpeza com soro fisiológico e gaze estéril limpa e seca. Raramente utilizamos pomadas hoje pois é recomendável uma ferida seca. . Uma rotina conveniente é fazer as trocas dos curativos iniciais no consultório, permitindo a inspeção dos cortes pelo médico. No caso de curativos sujos, saturados ou retirados acidentalmente, é importante entrar em contato com a equipe para orientações. Sempre avise o médico ou sua equipe em caso de dúvidas!
Os curativos não devem ficar com umidade excessiva, portanto devem ser protegidos no banho. Mesmo curativos modernos, que são adesivos e impermeáveis, podem se descolar progressivamente ao serem molhados no banho repetidamente. Uma forma prática de protegê-los durante o banho é com o uso de plástico filme, do mesmo tipo usado para embrulhar alimentos.
Quando os cortes já estiverem com um bom andamento da cicatrização, o paciente pode ser liberado para a troca de curativos em casa, em geral após a segunda semana. Como rotina, não há necessidade de passar nenhum produto especial, como anti sépticos, que podem ser irritativos. A limpeza do corte pode ser feita com água corrente limpa ou soro fisiológico. Isto pode ser feito no próprio banho, desde que não haja imersão na água (como em uma banheira ou piscina). Curativos simples ainda devem ser feitos enquanto o corte não estiver totalmente cicatrizado, para proteger do atrito da roupa ou contaminação acidental.
Em torno de duas semanas após o procedimento, dependendo da avaliação médica.
Não há nenhuma restrição alimentar específica para uma boa recuperação após uma cirurgia do joelho: todos os alimentos são permitidos. Porém, algumas orientações alimentares são úteis e os nutrientes ingeridos são fundamentais para recuperação dos tecidos e boa cicatrização.
Uma boa hidratação é importante, já que o corpo perde líquido após uma cirurgia. Aumentar a ingestão de líquido diminui a chance de sensação de tontura ou náusea.
Além disso, a lentificação do intestino é comum após a cirurgia, por conta das medicações e diminuição das atividades. Portanto, para evitar constipação, é indicada uma dieta laxativa, com cereais, frutas, fibras e outros alimentos que promovam o trânsito intestinal.
Muito importante alimentos com alto teor de Vitaminas B, C, D, E e K.
O retorno ao trabalho depende do tipo de atividade exercida e do porte da cirurgia: devem ser respeitados os limites físicos e de mobilidade de cada fase do pós-operatório, assim como o conforto do paciente. Deve haver um balanço entre o desejo de retornar rapidamente para as atividades produtivas com a necessidade de estar dedicado à recuperação da cirurgia no período inicial. É importante discutir com o médico antes do procedimento a previsão de retorno ao trabalho para a situação específica da ocupação e tipo de cirurgia.
Para atividades à distância, ou em home office, o retorno pode ser rápido, logo após voltar da internação hospitalar, desde que o paciente esteja confortável e bem disposto.
Para atividades sedentárias, porém que necessitam de transporte até o local de trabalho, o retorno deve ser quando o trajeto normal até esse local seja confortável, normalmente entre dias até duas semanas.
Para atividades de trabalho que demandam fisicamente, como necessidade de estar em vários locais ao longo do dia ou trabalho em pé, por exemplo, o retorno ao trabalho pode demorar algumas semanas, dependendo do porte e restrições do procedimento específico.
Para atletas profissionais, o retorno é gradual e segue o tempo das restrições das exigências físicas e que serão necessárias para para cada esporte.
Voltar a dirigir após uma cirurgia do joelho depende do retorno do controle da musculatura e mobilidade suficiente para o acionamento dos pedais com segurança, mesmo em uma eventual situação de emergência no trânsito. Essa avaliação deve ser individualizada, ocorrendo na maioria das vezes entre 4 a 6 semanas. No caso de carros automáticos, o retorno à direção pode ser mais rápido se o joelho operado for o esquerdo.
O retorno às atividades físicas após procedimentos do joelho deve ser progressivo e individualizado.
Para algumas cirurgias, o determinante é a evolução da capacidade física e funcional com a reabilitação, e o paciente pode voltar a atividades físicas e esporte assim que fisicamente apto. Já outros procedimentos necessitam de um período de proteção determinado, e a progressão da reabilitação e o retorno ao esporte precisam esperar períodos mínimos.
A liberação para diferentes atividades deve ser feita em conjunto pela equipe médica e de fisioterapia, levando em conta a evolução do procedimento e da capacidade funcional.
A condição física e esportiva antes do procedimento, também influencia muito para uma boa recuperação após cirurgia do joelho. Pacientes com limitações físicas intensas antes do tratamento, principalmente as crônicas, tendem a ter um retorno às atividades mais lento que aqueles que estavam bem condicionados e ativos até o momento do procedimento.
Outro fator a ser considerado é o objetivo de cada paciente. Muitos desejam voltar para atividades físicas leves para promoção de saúde, outros, para esporte amador de moderada intensidade, e, por fim, aqueles que retornarão para esporte competitivo, de alta performance. Esses diferentes objetivos pautam a reabilitação e a programação de retorno às atividades físicas.
A progressão do retorno ocorre conforme a intensidade e demanda de cada atividade ao joelho. Um atleta que vai voltar a jogar tênis, por exemplo, pode seguir a seguinte sequência de retorno após uma cirurgia: bicicleta ergométrica, caminhadas em esteira, fortalecimento muscular na academia, corrida em esteira, treinos técnicos e de gesto esportivo, treinos em quadra, jogo de tênis. Todo o processo deve ser acompanhado por médico e fisioterapeuta, e o retorno ao treinamento e esporte, adicionalmente pelo treinador.
Com todas essas considerações, não é difícil entender que o período de retorno ao esporte pode variar muito, de poucas semanas até muitos meses.
O treinamento do gesto esportivo faz parte da reabilitação para retorno ao esporte, envolvendo equilíbrio, coordenação e técnica correta.
São sinais de alerta para contato imediato com equipe médica ou ida ao pronto socorro hospitalar:
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Realiza cirurgias no Hospital Unimed de Sorocaba, Hospital Evangélico de Sorocaba e em alguns casos específicos nos grandes Hospitais de São Paulo.
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É a utilização das células do próprio corpo do indivíduo para acelerar processos de cura ou reparar tecidos e células danificadas ou degeneradas.
É um método é um tratamento não invasivo que emprega ondas acústicas de alta energia para estimular a recuperação de diversas condições musculoesqueléticas.
Com o avanço das tecnologias, a recuperação funcional após uma cirurgia de joelho está cada vez mais rápida. Ela depende de um protocolo específico para cada técnica utilizada, porém podemos dizer genericamente que em média seria de 1 mês para atividades leves, 2 a 3 meses para retorno a alguns exercícios / academia com ou sem restrições / esportes em cirurgias mais simples e entre 4 a 9 meses para prática esportiva em cirurgias mais complexas.
Com o avanço das técnicas minimamente invasivas de reabilitação e fisioterapia, o retorno laboral depende da combinação entre a cirurgia realizada e esforço físico necessário no trabalho do paciente, isto varia em uma média de 5 dias para uma cirurgia mais simples a 4 meses para atividades pesadas controladas, podendo chegar em 7 a 9 meses no caso de cirurgias complexas em atletas profissionais.
Ortopedista e Traumatologista | Especialista em Medicina Esportiva e Cirurgias no Joelho Sou um médico ortopedista com mais de 20 anos de experiência, especializado em cirurgia do joelho, artroscopia e reabilitação de atletas. Atuo em grandes eventos esportivos como médico oficial, incluindo os Jogos Olímpicos e competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Agendamento
Tratamento
Dr. Rodrigo montiel
Onde estamos
Segunda a sexta – 8:00 às 18h